As crianças e os jovens encontram nas novas tecnologias os recursos necessários para o processo de aprendizagem.
Desde que o computador se tornou pessoal e a
rede mundial, muito se fala sobre uma revolução iminente na educação –
educação entendida como sistema escolar. O fato é que já estamos há duas
décadas neste processo e o sistema de ensino pouco se afetou. Mas este
baixo impacto da revolução tecnológica no ensino escolar não passou
incólume – a cada dia, mais e mais se fala do fracasso do sistema, do
descrédito da profissão de ensinar, da indisciplina dos estudantes. Os
dois fenômenos – a revolução tecnológica e o fracasso do sistema escolar
– estão ligados: a nova geração tem uma forma de pensar, agir, se
comunicar e relacionar que não encontra ressonância no modelo escolar.
As crianças e os jovens encontram nas novas tecnologias os recursos
necessários para o processo de aprendizagem. Não se trata de conteúdos,
mas sim de estímulo à curiosidade, de diversão, de oportunidades para
que se percebam autores, de diálogos múltiplos, de desafios constantes,
de aventura. É assim que saem da passividade da sala de aula para o
engajamento nas redes sociais.

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